COMPORTAMENTO
ALGUÉM LIGOU PRA MIM?
O uso do celular em sala de aula já se transformou em polêmica no país. O governador de São Paulo, José Serra, sancionou o projeto de lei do deputado Orlando Morando (PSDB-SB), que proíbe o uso de aparelhos celulares durante o horário de aula nas escolas públicas e privadas do Estado, evitando que os alunos se distraiam, atrapalhem os colegas, desrespeitem o professor e que até mesmo usem o aparelho para colar nas provas. O assunto também está em discussão no Rio de Janeiro.
Como proibir algo que se tornou uma necessidade entre os jovens? De acordo com o professor universitário Adilson Villaça, o celular se tornou um modismo. “A classe médica consumista principalmente, procura se agarrar muito a esses modismos como uma forma de retratar que você está participando do rebanho, do oba-oba”, afirma Adilson.
No Espírito Santo, usar o celular em sala de aula não é proibido, mas é um problema constante para os professores. A professora de ensino médio, Maria de Lordes Grippa, diz que muitas vezes é obrigada a interromper a aula para chamar atenção do aluno.
Mas quais atitudes os professores podem tomar para diminuir os problemas com o celular? Grippa afirma que levar o aluno para a coordenação, pedir aos pais que não deixem os filhos levarem o aparelho para a escola ou pedir para desligá-lo quando estiver em horário de aula são medidas que podem funcionar. Ou não. Muitos estudantes alegam deixar o celular ligado em horário de aula caso recebam uma ligação importante.
"Eu deixo meu celular ligado porque pode acontecer algo importante ou alguma emergência", confessa o estudante Vitor Lisbôa. Para Adilson Villaça, isso não passa de um pretexto que as pessoas arranjam para alegar a necessidade do aparelho. “A vida das pessoas não será alterada, uma vez que se sabe onde elas estão e se acontecer um grande problema na vida delas elas serão localizadas pelo telefone da escola” fala o professor.
O ambiente escolar é um lugar onde a atenção do aluno deve estar totalmente direcionada aos estudos e ao aprendizado, sem que nada possa competir ou desviá-lo desse objetivo. Mas todos nós sabemos que isto é, praticamente, impossível. Afinal, o jovem está constantemente em busca de uma nova diversão e de uma tecnologia cada vez mais avançada.
O Io-io, o pião, o bilboquê, o bate-begue, o cubo mágico, o mini-game, o tamaguti, as revistas teen, o celular, o aparelho MP3, e assim sucessivamente...
Gustavo Rocha e Letícia Freire.
O uso do celular em sala de aula já se transformou em polêmica no país. O governador de São Paulo, José Serra, sancionou o projeto de lei do deputado Orlando Morando (PSDB-SB), que proíbe o uso de aparelhos celulares durante o horário de aula nas escolas públicas e privadas do Estado, evitando que os alunos se distraiam, atrapalhem os colegas, desrespeitem o professor e que até mesmo usem o aparelho para colar nas provas. O assunto também está em discussão no Rio de Janeiro.
Como proibir algo que se tornou uma necessidade entre os jovens? De acordo com o professor universitário Adilson Villaça, o celular se tornou um modismo. “A classe médica consumista principalmente, procura se agarrar muito a esses modismos como uma forma de retratar que você está participando do rebanho, do oba-oba”, afirma Adilson.
No Espírito Santo, usar o celular em sala de aula não é proibido, mas é um problema constante para os professores. A professora de ensino médio, Maria de Lordes Grippa, diz que muitas vezes é obrigada a interromper a aula para chamar atenção do aluno.
Mas quais atitudes os professores podem tomar para diminuir os problemas com o celular? Grippa afirma que levar o aluno para a coordenação, pedir aos pais que não deixem os filhos levarem o aparelho para a escola ou pedir para desligá-lo quando estiver em horário de aula são medidas que podem funcionar. Ou não. Muitos estudantes alegam deixar o celular ligado em horário de aula caso recebam uma ligação importante.
"Eu deixo meu celular ligado porque pode acontecer algo importante ou alguma emergência", confessa o estudante Vitor Lisbôa. Para Adilson Villaça, isso não passa de um pretexto que as pessoas arranjam para alegar a necessidade do aparelho. “A vida das pessoas não será alterada, uma vez que se sabe onde elas estão e se acontecer um grande problema na vida delas elas serão localizadas pelo telefone da escola” fala o professor.
O ambiente escolar é um lugar onde a atenção do aluno deve estar totalmente direcionada aos estudos e ao aprendizado, sem que nada possa competir ou desviá-lo desse objetivo. Mas todos nós sabemos que isto é, praticamente, impossível. Afinal, o jovem está constantemente em busca de uma nova diversão e de uma tecnologia cada vez mais avançada.
O Io-io, o pião, o bilboquê, o bate-begue, o cubo mágico, o mini-game, o tamaguti, as revistas teen, o celular, o aparelho MP3, e assim sucessivamente...
Gustavo Rocha e Letícia Freire.

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