quarta-feira, 31 de outubro de 2007

V Jornada Científica

Na semana passada, diversos cursos da Universidade de Vila Velha (UVV) se uniram num só objetivo: disseminar a produção científica dos professores, alunos e seus convidados, enfatizando os princípios da pesquisa institucional, possibilitando a avaliação e a sinergia dos resultados obtidos e apresentados.
Em sua quinta edição, a Jornada Científica aconteceu nos dias 25 e 26 de outubro, e teve como tema central “o papel das Instituições de ensino superior frente aos desafios do aquecimento global e suas principais conseqüências”.
Alunos dos cursos de psicologia, nutrição, ciências biológicas, sistema de informação, jornalismo, publicidade e propaganda, comunicação empresarial, entre outros, estiverem presentes mostrando seus trabalhos.
O curso de psicologia apresentou banners sobre temas atuais, como saúde mental e treinamento de pais de crianças que possuem deficiência auditiva. Já o curso de nutrição trouxe uma pesquisa realizada na disciplina do curso sobre a avaliação nutricional dos moradores do bairro Vista da Penha.
Os futuros comunicadores empresariais apresentaram tema de análise retórica comentando a capa do “Jornal Saber” (jornal institucional) sobre meio-ambiente.
O curso de Jornalismo não ficou para trás e levou um dos prêmios de melhor banner para casa. A pesquisa apresentada pelo grupo ganhador foi sobre o programa institucional “Papo Afiado” (canal 13 da Net).
A aluna de ciências biológicas, Larissa Novaes, também foi premiada pela pesquisa realizada em seu TCC, “Eficácia do mentol como anestésico em juvenis de tilápias de Nilo”.
Muitos alunos da UVV e de outras Instituições de Ensino já mostraram seus trabalhos na Jornada Científica, considerada como um marco representativo para toda comunidade acadêmica e científica no Estado do Espírito Santo.
Se você tem uma pesquisa pronta ou pensa em realizar alguma, não perca tempo, garanta sua participação na próxima edição da Jornada, e boa sorte!

Por Letícia Freire.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

COMPORTAMENTO

ALGUÉM LIGOU PRA MIM?

O uso do celular em sala de aula já se transformou em polêmica no país. O governador de São Paulo, José Serra, sancionou o projeto de lei do deputado Orlando Morando (PSDB-SB), que proíbe o uso de aparelhos celulares durante o horário de aula nas escolas públicas e privadas do Estado, evitando que os alunos se distraiam, atrapalhem os colegas, desrespeitem o professor e que até mesmo usem o aparelho para colar nas provas. O assunto também está em discussão no Rio de Janeiro.
Como proibir algo que se tornou uma necessidade entre os jovens? De acordo com o professor universitário Adilson Villaça, o celular se tornou um modismo. “A classe médica consumista principalmente, procura se agarrar muito a esses modismos como uma forma de retratar que você está participando do rebanho, do oba-oba”, afirma Adilson.
No Espírito Santo, usar o celular em sala de aula não é proibido, mas é um problema constante para os professores. A professora de ensino médio, Maria de Lordes Grippa, diz que muitas vezes é obrigada a interromper a aula para chamar atenção do aluno.
Mas quais atitudes os professores podem tomar para diminuir os problemas com o celular? Grippa afirma que levar o aluno para a coordenação, pedir aos pais que não deixem os filhos levarem o aparelho para a escola ou pedir para desligá-lo quando estiver em horário de aula são medidas que podem funcionar. Ou não. Muitos estudantes alegam deixar o celular ligado em horário de aula caso recebam uma ligação importante.
"Eu deixo meu celular ligado porque pode acontecer algo importante ou alguma emergência", confessa o estudante Vitor Lisbôa. Para Adilson Villaça, isso não passa de um pretexto que as pessoas arranjam para alegar a necessidade do aparelho. “A vida das pessoas não será alterada, uma vez que se sabe onde elas estão e se acontecer um grande problema na vida delas elas serão localizadas pelo telefone da escola” fala o professor.
O ambiente escolar é um lugar onde a atenção do aluno deve estar totalmente direcionada aos estudos e ao aprendizado, sem que nada possa competir ou desviá-lo desse objetivo. Mas todos nós sabemos que isto é, praticamente, impossível. Afinal, o jovem está constantemente em busca de uma nova diversão e de uma tecnologia cada vez mais avançada.
O Io-io, o pião, o bilboquê, o bate-begue, o cubo mágico, o mini-game, o tamaguti, as revistas teen, o celular, o aparelho MP3, e assim sucessivamente...


Gustavo Rocha e Letícia Freire.

COMPORTAMENTO

HOMENS CAPIXABAS NÃO SE DEDICAM ÀS ATIVIDADES DOMÉSTICAS

"Se morasse sozinho, eu contrataria uma diarista. Acho que as mulheres têm mais facilidade para fazer os trabalhos domésticos. Lavar banheiro, lavar casa, é complicado", é o que afirma o estudante Luiz Filipe Pereira, de 22 anos.
Lendo assim, parece até um pensamento medieval, certo? Errado. Ainda no século XXI, é muito comum ver homens que acreditam que lugar de mulher é na cozinha. Segundo o sociólogo Timóteo Camacho, esta idéia é um resquício da cultura colonial brasileira. "Os homens não participam do trabalho doméstico devido ao machismo, a cultura androcêntrica que se perpetua na sociedade, e também a desvalorização de qualquer que seja o trabalho manual", explica o sociólogo.
A dona de casa Izabel Christina Lamego, diz que este comportamento incomoda as mulheres. "Acho que todos tinham que cooperar. A maioria tem preconceito, principalmente os homens mais velhos. Eu achava que dependia da criação, mas com o passar do tempo percebi que vai de acordo com a personalidade da pessoa”, confirma Izabel.
Uma pesquisa divulgada este ano pelo IBGE aponta que apenas 35% dos homens ajudam nos afazeres domésticos. Dos quase 110 milhões de brasileiros que declararam realizar tarefas domésticas, apenas 35% são homens. No Espírito Santo, a proporção de homens que se dedicam às atividades do lar ficou abaixo da média nacional. Enquanto no Brasil 51,1% de homens participam dessas atividades, os capixabas correspondem a apenas 47,8%. Izabel Christina lembra que passou três meses na Nova Zelândia, onde os homens costumam colaborar com a mulher. "Se é a esposa que vai pra cozinha, o marido que lava a louça", conta a dona de casa, mãe de dois filhos. "Lá em casa, nem meu marido e nem o meu filho de 18 anos me ajudam com as tarefas". No Estado, os homens dedicam 9 horas e meia ao lar, enquanto as mulheres gastam 24 horas semanais.
A pesquisa apontou que quanto mais escolarizado for o homem, mais ele ajuda dentro de casa. É o caso do universitário Raphael Marques, que mora de favor na casa da tia e sente obrigação de ajudá-la com as tarefas do lar. "Todo dia antes de ir para a faculdade eu arrumo meu quarto, arrumo minha cama. Quando chego da faculdade, minha tia já saiu para trabalhar. Então, sempre depois do almoço eu lavo a louça, porque me sinto na obrigação de ajudar", diz Raphael.
Definir se este é um comportamento cultural, de criação, ou se faz parte da personalidade do indivíduo, não é uma tarefa fácil. Segundo o sociólogo Timóteo, é bem provável que este problema histórico esteja relacionado com a necessidade dos homens mostrarem que podem realizar tarefas que, para eles, são mais importantes na sociedade, ao invés de limpar o chão e varrer a casa.
Talvez este total de 47,8% registrado no ES já seja um número elevado para tal pesquisa.

Gustavo Rocha e Letícia Freire.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Comparação entre blogs

A pedido do querido professor Rodrigo, fiz uma comparação entre o blog do jornalista Zeca Camargo e de uma pessoa desconhecida, o Unexpected Thoughts. Foi feita uma análise dos seguintes pontos: texto, atualização e participação do leitor.

Blog do Zeca Camargo x blog Unexpected Thoughts

O jornalista Zeca Camargo mantém uma média de 8 atualizações por mês. Seus textos são compridos, não têm menos do que 4 parágrafos. No entanto, ele não esgota a discussão, ele a promove. Percebo que ele procura aproximar o leitor, mantendo até mesmo um diálogo com ele.

“Então aí está a Curva deste mês. E repito, o convite feito há quase um ano: comente, critique, acrescente - ou faça agora sua própria lista e mande para cá. Ah! E na segunda-feira, prometo: você vai encontrar aqui uma foto inédita e uma pergunta já conhecida: "onde eu estou"?”

“E a resposta? Bem, deixa eu ter um dia de folga (ou você pensa que essa viagem é de férias?) que a gente conversa...”

Camargo usa de uma linguagem mais jornalística, embora seus textos não tenham temas específicos. Na maioria dos posts, ele faz relatos de sua experiência profissional, como viagens, entrevistas, entre outros. Esses assuntos despertam a curiosidade de quem o conhece apenas pela telinha.

Isso é comprovado quando percebemos a quantidade de comentários presentes a cada discurso postado, uma média de 70. Acho também que a participação do público no seu blog é grande pelo fato de ele ser uma figura conhecida e um jornalista renomado.

Para comparar, escolhi o blog de uma pessoa desconhecida, que não aparece na mídia: o blog ‘Unexpected Thoughts”, de uma menina comum de 22 anos.
A cada post ela relata acontecimentos pessoais, fala de tristeza, felicidade, amigos, música, gostos, mas não trata muito de temas polêmicos. Percebo que a intenção dela é desabafar através do computador. O que deu certo! A dona do blog recebe uma média de 10 comentários a mais por post.

Seus textos são menores e menos cansativos de serem lidos. Usa o colorido, muitas figuras para prender o leitor e chamar atenção.
Os leitores do blog dela devem se identificar com suas experiências. Coisas cotidianas, que acontecem com qualquer jovem dessa idade. Além disso, ela escreve bem e usa o português corretamente. Devido a não ser cobrada por seu uma jornalista, e, portanto, não poder pecar no português, ela usa palavras mais soltas.
Ela consegue fazer com que o leitor se sinta amigo próximo dela.
Mantém o seu blog atualizado, com uma média de, pelo menos, 4 atualizações mensais.

Endereço dos blogs:
http://eu-mulheka.blogspot.com/ - Unexpected Thoughts
http://zecacamargo.globolog.com.br


Postado por Letícia Freire.

COMPARAÇÃO DE BLOGS TEMÁTICOS

BLOGS ESCOLHIDOS



Garamblog: Blog do cronista esportivo Sidney Garambone http://globoesporte.globo.com/ESP/0,,GEN750-6081,00.html






Blog do Juca: Blog do cronista esportivo Juca Kfouri http://blogdojuca.blog.uol.com.br/







TEXTO: O texto do blog do Juca é mais baseado em dados do que o de Sidney. Ele casa a sua opinião muitas vezes com dados sólidos. Já Sidney utiliza o blog como uma coluna, sempre expondo cruamente a sua opinião. Uma outra característica do blog do Juca são os lances de algumas partidas de futebol profissional no fim de semana. Seguido do tempo do placar, Juca descreve os laces, as substituições e o panorama geral do jogo. Sidney Garambone atua mais como um comentarista expondo suas opiniões.

ATUALIZAÇÃO: Juca Kfouri atualiza seu blog mais de uma vez ao dia, escrevendo sobre os principais jogos da rodada. Muitas vezes atualiza os textos seguidamente, por exemplo: O texto O futebol nos limites da razão foi postado às 12 horas e 27 minutos. O texto abaixo deste é intitulado “Barcelona prova que é possível” e foi postado às 12 horas e 25 minutos. No blog do Sidney, na maioria das vezes os textos não são postados diariamente. Por exemplo, antes do texto do dia 10 de outubro (ultimo a ser postado), somente no dia 2 de outubro havia outro texto.

PARTICIPAÇÃO DO LEITOR: Nos dois blogs a participação dos leitores é notável. Algumas postagens já receberam mais de 100 comentários dos leitores. Sempre comentando os textos, expondo suas opiniões, algumas vezes elogiando o trabalho do autor, outras bajulando e outras xingando o autor.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Comunicação e Cidadania

Por Clodoaldo Meneguello Cardoso

"O processo de mundialização das relações entre os seres humanos intensificou-se na história do ocidente a partir da modernidade com o capitalismo comercial. Entretanto o que hoje chamamos de globalização inclui um dado significativamente distinto: a comunicação imediata, virtual e global.
O acesso à comunicação midiática tornou-se, a partir da segunda metade do século XX, condição indispensável para a constituição do que chamamos de cidadania. Cada vez mais pensar a comunicação no mundo atual é pensar os parâmetros constitutivos dessa realidade cultural denominada mundo humano. Hoje, é possível justificar o acesso aos meios de comunicação como um direito humano, que ultrapassa aquele sentido de livre expressão posto pelo iluminismo. O direito à comunicação no mundo globalizado refere-se, não apenas, ao direito às informações, mas ao acesso aos bens multiculturais da humanidade, à cultura crítica colocada a serviço da real aplicação dos direitos humanos civis, políticos, econômicos, sociais e os próprios culturais".


Em nossa disciplina de Comunicação e Cidadania, teremos que visitar com olhos críticos a comunidade escolhida pelo grupo (eu, Fábio e Barbara) : a Prainha.
Segue abaixo o relato da nossa primeira vivência, que, por sinal, foi bastante interessante e estimulante para prosseguirmos com êxito em nosso trabalho.

Relatório:

Ao escolhermos o bairro da Prainha em Vila Velha, nem imaginávamos o que encontraríamos pela frente. O bairro - histórico por ser o local onde Vasco Fernandes Coutinho desembarcou com sua caravela - apesar de não apresentar-se como periférico mostra muitas deficiências, que ficam ainda mais explícitas quando conversamos com seus habitantes.
Durante a nossa primeira visita à “Prainha” (segundo alguns moradores nos registros da PMVV a Prainha não consta como bairro emancipado e faz parte do que chamamos de Centro de Vila Velha), percebemos que os moradores, são carentes de atenção por parte das autoridades, alguns inclusive completamente desiludidos.
A primeira visita aconteceu num sábado, dia em que muitos tem o costume de ir ao Convento da Penha, e por isso, logo em nossa chegada percebemos uma grande movimentação nas imediações do local, muitos carros e ônibus turísticos além de muitas pessoas a pé que caminhavam em direção ao convento. Por se tratar de um dos mais importantes pontos turísticos do estado, não foi de se estranhar tal movimentação.
Estranho mesmo, foi continuar nossa visita e encontrar o enorme Parque da Prainha praticamente abandonado. Em um dia em que comumente muitas famílias saem em busca de lazer, encontramos um local deserto onde quadra poli esportiva, e outros espaços que poderiam estar sendo bem utilizados estão na verdade se deteriorando pela falta de atitude de um movimento comunitário atuante e dos nossos governantes.
A população de rua é muito grande, o que fatalmente faz os números da violência também crescerem. Segundo alguns dos moradores e comerciantes da região com quem conversamos, tudo começou à cerca de 5 anos quando a Secretaria de Indústria e Comércio deixou de cuidar do Parque da Prainha. Apenas um quiosque e um restaurante funcionavam, o restante segundo os relatos ouvidos servem hoje em dia de moradia para os moradores de rua.
Esses mesmos moradores, com quem conversamos, relataram que nenhuma medida é tomada por parte da prefeitura ou do governo do estado, menos ainda pela associação de moradores, que para alguns, faz com que as melhorias no bairro fiquem ainda mais difíceis.
Outro problema citado pelos moradores, foi o fechamento do Terminal Aquaviário, que além de deixar muitas pessoas desmpregadas, fez diminuir o movimento da região e prejudicou o crescimento do bairro, o que prejudicou ainda mais os comerciantes e os pescadores da região. Apesar de todos esses problemas, outra coisa que percebemos, é que muitos dos principais órgãos de serviço ficam situados na Prainha, ente eles: Procon, Câmara de Vereadores e o Fórum de Vila Velha, na Prainha estão ainda, o 38º Batalhão de Infantaria - construído estrategicamente em uma posição de defesa de nosso território em caso de guerras que pudessem ocorrer - e a famosa Igreja do Rosário, uma das mais antigas do estado.
Muitos dos moradores da Prainha são pessoas simples, vimos bastante idosos. Sentados nos bancos, caminhando na praça central ou mesmo na Igreja. As casas da Prainha, mesclam o estilo clássico das construções do inicio do século e algumas obras mais modernas. Foi bonito ver que mesmo aquelas que mantêm o velho estilo estão bem cuidadas, algumas foram restauradas e fazem parte do patrimônio histórico do município.
Verificamos uma comunidade que precisa de uma voz ativa, ávida por mudanças, mas desiludida e sem saber onde buscar por isso, já que aqueles que deveriam estar olhando e falando por eles não o fazem. Tivemos a oportunidade de conhecer pessoas muito gentis como o pescador Rabicó, o seu Chico do restaurante, e a dona Lili do armarinho. Dava para ver um brilho em seus olhares, brilho que só é possível de se ver nos olhos de quem realmente querem o bem do bairro em que estão há mais de 20 anos, prestativos nos deram muitas informações importantes e que vão ajudar muito no rumo de nosso trabalho.
(Fábio Faé e Letícia Freire)


Postado por Letícia.


Boa sorte a todos os grupos!!!
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